Quanto custa uma torneira?

A torneira por dentro. Descubra que peças a compõem e que caraterísticas a tornam mais resistente.

Imagine que está num showroom ou numa loja de torneiras. À sua frente, uma prateleira com diferentes modelos de torneiras. Deve decidir-se por um deles mas, de repente, não sabe qual escolher e ocorrem-lhe mil perguntas. Sabe que o design é essencial, mas o que mais deve ter em conta na hora de comprar as torneiras? Que peças interiores contém? E como devem ser para que durem mais tempo? Que modelo será mais resistente? Que materiais existem? Que caraterísticas deve ter uma boa torneira? O que é que fica mais caro numa torneira?

Estas são algumas das perguntas que nos ocorrem a todos quando estamos prestes a escolher as torneiras da casa de banho ou da cozinha. Preparámos algumas respostas que se revelarão úteis na hora de escolher as melhores torneiras, por dentro e por fora, para a sua casa.

Os preços variam em função da qualidade do material utilizado e da gama. Também deve ter em conta a espessura do material utilizado, o acabamento e o tipo de cartucho. Seja para a cozinha, casa de banho ou exterior, seja decorativa ou industrial, de latão ou plástico, todas as torneiras têm a mesma estrutura interna: um bocal ou cano, um corpo no qual se encontram a válvula e a manivela – ou alavanca – que aciona o sistema. Existem vários tamanhos, formas e acabamentos à escolha, em função do uso e do estilo de que mais goste ou necessite.

MATERIAIS

O latão, uma liga de cobre e zinco, é um dos materiais mais utilizados nas torneiras há décadas. Trata-se de um material muito duro mas, ao mesmo tempo, dúctil, e portanto, maleável e fácil de manipular. Também é muito resistente à corrosão. Pode ter um acabamento cromado brilhante ou pintado de cores diferentes (branco, preto, vermelho...). Outra opção é o aço inoxidável, que pode ser mais caro do que o latão e oferece propriedades técnicas idênticas. As torneiras mais baratas são fabricadas com latão de baixa qualidade com alto teor de chumbo e baixo em cobre.

ACABAMENTO / QUALIDADE

Relativamente às torneiras para a casa de banho ou cozinha, pode escolher entre diferentes acabamentos. Os mais comuns são o aço inoxidável, de fácil manutenção e resistente à corrosão, e o cromado, acabamento em crómio eletrolítico sobre latão, mais brilhante do que o aço inoxidável, com uma vida útil longa. Também o bronze, o cobre, o níquel e acabamentos em branco, preto e cor.

A maioria das empresas do sector das torneiras deslocalizaram o seu fabrico para a China, desmantelando as suas fábricas de Espanha ou da Europa. Atualmente, a realidade do grande país asiático mudou significativamente: os salários já não são os mesmos e algumas fábricas europeias que querem regressar não têm recursos para se localizarem novamente. Por outro lado, as empresas que continuam na Europa conseguiram aumentar a sua qualidade, eficiência e automatização.

ESPESSURA/PREÇO

O preço final e a qualidade das torneiras variam em função da quantidade de material incorporado no produto. Há modelos fabricados com tubos de grandes dimensões que pesam mais do que outros de menor comprimento e tamanho. Deve escolher o modelo em função do espaço da casa de banho e do estilo ou do ambiente que pretenda criar. Outro aspeto que determina o preço é o processo de elaboração e o tempo despendido nos acabamentos (se são automatizados ou feitos artesanalmente).

CARTUCHO

O mecanismo interno da torneira consiste num cartucho com dois discos cerâmicos muito duros que deslizam suavemente um sobre o outro. Quanto melhor a qualidade, maior o rendimento e a duração. Existem diferentes qualidades de cartucho cerâmico: a superior prolonga a vida das torneiras, a de baixa qualidade faz com que o sistema tenha falhas frequentes, obrigando à rápida substituição por outra peça. Por isso, é importante detetar e não optar pelos modelos de qualidade variável que combinam um cartucho com peças de baixa qualidade ou de diferente proveniência.

GARANTIA

Convém ter bem presente que as torneiras de altas prestações devem estar certificadas pelos organismos oficiais competentes (por exemplo: N de Aenor, ACS, NF), que controlam e procedem à revisão regular dos processos de produção com as mais rigorosas normas de segurança, garantindo o cumprimento, ano após ano, da norma europeia. Esta é a melhor garantia para se assegurar de que, perante qualquer problema, a marca atenderá e resolverá a sua reclamação.